quinta-feira, 28 de maio de 2009

Lampejo do Tempo


"Disfarça que o tempo não passa
e segue a voar.
Com seus precendentes, procura chegar!
Ao som dos arpejos eu sigo a cantar
Olhando pra terra, olhando o luar."




segunda-feira, 25 de maio de 2009

Peixes, Pássaros e Pessoas

Com um propósito bem brasileiro, apimentado com misturas de forrós e musica caribenha Mariana Aydar deixa florescer o regionalismo que cantou no inicio da carreira. Um disco repleto de sambas de diversos tipos tem propósito mais solido do que o Kavita, que já beirava ao moderninho cult. As letras mostram maturidade, mas o que impressiona mesmo é a marca do timbre vocal de Mariana que dá a toada do disco. Marcante, salgada e cheia de ginga. Na proposta criativa mais do que se vem fazendo, mas nada além do que o provavel. A influncia de Duani é evidente, mas que só vem acrescentar no molho melódico sons e instrumentos diferentes... aos quais ele já ficou famoso por utilizar.
Bom disco, excelente cantora

sexta-feira, 22 de maio de 2009

IRONIA NO SEU MELHOR

90 pessoas apanham a gripe Suina e o mundo todo quer usar uma mascara.

Um milhão de pessoas tem AIDS e ninguém quer usar um preservativo.


sábado, 16 de maio de 2009

Pras bandas de lá



Eu vou abandonar
Deixa o mundo velho por aqui
Não quero mais viver
correndo assim, sem tempo pra viver.

Vi que é melhor
calar que falar
mais é cada uma que eu
tenho que escutar
no momento eu não estou,
mais deixe o nome após o sinal

Eu tô pras bandas de lá
fui viajar, pra ver sol morrendo no mar

Não tenho pressa, nem me interessa
quanto tempo vou levar
Não vou me permitir, fingir que tô legal
sem estar.

Quanta social, é tanta ambição
pra conseguir o que se quer
Perder, ganhar isso não me vale
prefiro mil vezes.

Ir pras bandas de lá
fui viajar, e desliguei o celular!
e ninguém vai me encontrar.
(aydar-duani)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

meu ritmo...



Eu me visto como quem vai entrar num palco.

Porque sou muitas pessoas, a cada dia me revelo um,

então o que escolho para vestir tem a ver com o

personagem que acordar na minha alma naquela manhã.



Pode ser um pelé, pronto para driblar.

Pode ser uma homem invisível.

Pode ser poeta sonhador, ou um politico questionador...

Pode ser Chico, Vinicius, ou ninguém.


Tem dias que acordo alguém que não conheço.

Demoro pra descobrir quem sou: e troco e troco de roupa.

Até me entender.

Só saio quando me acho.


Mas todo dia, todo dia mesmo,

seja de chuva ou de sol, de bom ou mau humor,

sou sempre alguém diferente.

É que para ser eu mesmo eu preciso ser assim."

Adaptado do original de Cristiana Guerra

terça-feira, 12 de maio de 2009

Ode ao Ócio Criativo

video

Aprontando no trabalho....

segunda-feira, 11 de maio de 2009

o que o tempo diz para os meus olhos



o tempo, navegando por meus olhos
desbotou a nuvem cinza que eles viam quando ainda grumete de meu barco
aprendia sobre o leme do destino.
felizmente, os meus sonhos de menino
irrigados pela chuva dos meus prantos não morreram nem viraram desencanto
e a mágoa – muita mágoa, choveu tanto! -
não fez germinar ervas daninhas.
se doeu? ah, doeu de não ter jeito...
mas meu peito aprendeu a ler direito
as mensagens que traziam as entrelinhas
na surpresa espantosa dos milagres
que surgiram a cada instante no caminho.
hoje, mesmo o prata dos cabelos
não me traz mais o medo da velhice.
nem o corpo, utilizado pelos anos
realizando travessuras bem mais lento
me impede de estar no meu momento
como o vento na carona de uma brisa.
o fracasso, este sucesso disfarçado
que me recria em outras tentativas
há muito não me soa resultado
e sim indicador de alternativas.
não estou cansado, somente ritmado
num bolero calmo e apaixonado
para gozar cada minuto integralmente.
sei que Deus, a quem julgava preocupado
em ver o cosmos girar maquinalmente
como um grande relógio meio atrasado
correndo atrás de um tempo elaborado
para ser e acontecer pontualmente,
na verdade está mais interessado
em ter na criatura não um criado
mas sim um co-autor, impulsionado
para crescer, sempre e eternamente
rompendo seus limites, planejados
para que possa, os quebrando continuamente
compreender que sua meta é ultrapassá-los
e descobrir o inconcebível que há em frente.
sei também que este Deus, inexplicável
na força de seu amor inexprimível
foi tão longe que tornou quase impossível
para o homem não tocar o inatingível
mesmo quando sequer creia em sua existência.
porque a essência, seja ela Deus ou acaso
leva o espírito, seja este alma ou mente
a apenas sendo bom se sentir vivo integralmente
a somente perdoando perdoar-se plenamente
e a só por ter a aurora aceitar haver o ocaso.
por isso eu, mesmo crendo plenamente
e o que não crê, ou quem crê diferencialmente
em outra forma de comando onisciente
- talvez exista uma para cada um da gente -,
somos todos condenados ao infinito,
ao mistério, ao fascínio, ao encantado,
à maravilha do silêncio após o grito
que ao dizer ”seja” nos fez, e ao dizer “dure” deu vez
a cada ser, a cada ver, a cada atrito
que nos polindo põe em nós um brilho aflito
querendo brilhar mais, voar no próprio mito,
purgando seus delitos, e livre de detritos
mostrar que o homem pode, isento de conflitos
ser tão bonito como um raio de esperança
que quando estivermos prontos vai chegar
e nascendo da consciência que já avança
implantar a necessidade da mudança
saudando o mundo com seus olhos de criança
e se espalhando como um canto pelo ar...

(...) por Bianca Turner
de Hugo Leal

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Caminho da Senda



Disse o rabino: Você vê? Os dois lados da estrada são para os seres homanos; apenas os cavalos transitam pelo meio!

Para ele, a mediatriz é o caminho dos moderados.
Se em teoria o caminho do meio nos parece mais equilibrado e maduro, em termos da alma, qual é o ser humano que, profundamente mobilizado por uma intenção e sedento pelo sagrado pode deixar de ser passional e extremista?

Como estar apaixonado e ser moderado?

O "caminho do cavalo" representaria a postura daquele
que teme a experiência radical de romper com o padrão
e a expectativa da maioria.

É a opção pelo conhecido, pela segurança e pela convenção!

Reflexão de,
Alma Imoral de Nilton Bonder