domingo, 29 de março de 2009

Lifestyle

eu pinto as paredes dentro do meu pensamento
E quando eu vejo que deparo com a ordem certa
de seus movimentos
naquela mesma sala, nas estantes azuis nos recados e contos, no contorno do país
Das coisas que flutuam e atravessam o vão de grandes monumentos
E tem quem diga
Que já viu ou verá
A linguagem secreta
das coisas no lugar

Me dizem algo que ainda não entendo,
e das coisas que me lembro
é bruce lau é life style the arts of looking sideways

e que fique sentado ou parado no ar
que fale com os criados todos mudos no altar
que faça reboliço,
how to turn pros florais

que abra e tranque a porta,
que volte tudo pro lugar
Que as coisas que tem sempre um tempo definido
um artifício do momento.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Foi um rio, que passou em minha vida!

video

Eu ia!
Do flamengo até botafogo.
batia maracatu, brincava de roda...
contava história.

Eu via,
Ipanema e Leblon.
Parava no côco, fazia um som!
Na João Lira, moça bonita...
futvolei... mar... sol... sedução.

Na brisa,
voltava pra Barra
mas já me aprontava,
era noite na Lapa.
Não tinha perdão.

Pra vida,
eu levo a malicia,
a alegria da rotina,
humor... zoeira, mermão!

O ar puro e fino,
Dá lugar ao sussuro feitio
de um cano furado, e um esgoto
dourado.

Mas não repudio.
pois a força de um grande navio
não pode atracar antes do destino.

e eu vou...

Frequência Obrigatória


Os caminhos me levaram pra cidade
Maravilhosa
Da bossa, do som,
da curtição

O sapato é branco é na moral
No quadrado eu fiz o meu astral
e é assim que se faz, com gente de vida
com gente da paz

Nos bares onde andei
Nas musicas que cantei
Pra'quela que não me quis,
mas me olhou

E pra você que veio aqui e me perguntou

Ô rapaz não me importa o seu nome
Seu rádio, seu carro, seu celular
Mas toque essa viola e mostre sua verdade
Que eu quero sempre mais

Musica e dança
Dançar juntinho
É no forrózinho
Nos jogos e cartas
Geladas e gingas

Tiradas curtinhas
Liga liga, Tic Tac
Seu quiser tragar (se eu quiser fritar)

Gargalhada de madrugada
Ausencia sentida
Mas a sintonia não acaba não
Então aumento o som
Chama outra e vamos cantar

Ah, vamos cantar,
De janeiro a janeiro
Chega fevereiro
E eu vou pra rua
Vou brincar

Não, não! não me importo mais não!
Podem falar e cochichar
Que eu sujo minha roupa
eu posso limpar

Não, não! não me importo mais não!
Podem falar e cochichar
estação quadrado
Frequencia Obrigatória,
se liga eu to lá.
...
"Eu to indo embora, mas deixo a viola
sorriso no rosto, e o Rio de Janeiro
no meu coração"

segunda-feira, 16 de março de 2009

Dizeres e afazeres...

O homem morre pela boca. a saida infame e derradeira daqueles que pleiteiam contra sua posição. O homem vive um espanto. É dentro de sua cabeça podre que gera a inveja e provoca anonimato. O homem vive esperando. A soluçao dos prazeres a cobiça pelo que é do outro, o desenrrolar do ócio, a desfunção dos dissabores.

Hoje estou em retirada. e mesmo que esta desforra manifeste um sumiço por fim. pobres análogos aos meus dizeres. terão que se contentar com meu passado que já está escrito e portanto podre dentro de sua cabeça, e aspera na ponta de sua lingua. Onde guiará o seu verbo sem a minha posição de imagem e texto. onde buscará força para ser certo e quando deixará sua mascara cair.

é no objeto dos prazeres,que faço a minha História com dizeres...
é na sua imensa cobiça,que me esquivo sem preguiça....
são caminhos a se guiar, são palavras para cantaros
meus sorrisos estarão com ela
a sua verdade podre
por baixo da terra
adeus

domingo, 15 de março de 2009

agridoce

Com acucar com afeto,
sem jeito de parar em casa,
Eu nao peço que acredites,
quando digo que nao me atraso

Eu vou atras do meu salario,
trabalho feito um operario
Mas sempre arrumo jeito de comemorar
é bom estar com todos,
sempre pra puxar assunto,
e discutir um futebol

adimiro olhar as saias,
De quem vive pelas praias
Ou dancando no salao

Em algum bar amigo, em alguma quente esquina,
Vou bater um samba antigo, pra sempre rememorar
e nunca envelhecer

Quando a noite enfim me cansa
Eu volto feito crianca
Implorar algum perdao
Eu nao vivo sem um nao...

Logo vem meu prato quente,
Finjo que mudo pra sempre
E torno a repetir
Aquele velho e bom
refrao