sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Sintoniáticalidade


Psicosomático
sintoniático, visionário
absurdo, obtuso, abdicado
risada acida, sarcástica adrenalina
corrida, dança, prosa e perspicácia
endrogenina enviática
molestude binária
construindo
destruindo
obstruindo
criando
rezando
vivendo
claro
luz
já!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Silêncio

antes de existir computador
existia tevê
antes de existir tevê
existia luz elétrica
antes de existir luz elétrica existia bicicleta
antes de existir bicicleta existia enciclopédia
antes de existir enciclopédia existia alfabeto
antes de existir alfabeto existia a voz
antes de existir a voz existia
o silêncio
o silêncio

foi a primeira coisa que existiu
um silêncio que ninguém ouviu
astro pelo céu em movimento
e o som do gelo derretendo
o barulho do cabelo em crescimento
e a música do vento
e a matéria em decomposição
a barriga digerindo o pão
explosão de semente sob o chão
diamante nascendo do carvão
homem pedra planta bicho flor
luz elétrica tevê computador
batedeira, liquidificador
vamos ouvir esse silêncio
meu amor
amplificado no amplificador
do estetoscópio do doutor
no lado esquerdo do peito,
esse tambor

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Enjoy the silence


Quando me amei de verdade
pude compreender que em qualquer circunstância,
eu estava no lugar certo, na hora certa. Então pude relaxar…
Quando me amei de verdade
pude perceber que o sofrimento emocional
é sinal de que estou indo contra a minha verdade.

Quando me amei de verdade
parei de desejar que a minha vida fosse diferente
e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento .
Quando me amei de verdade
comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar
alguma coisa ou alguém que ainda não está preparado - inclusive eu mesmo.

Quando me amei de verdade
comecei a me livrar de tudo o que não fosse saudável.
Isso quer dizer: pessoas, tarefas, crenças e qualquer coisa que me pusesse pra baixo.
Minha razão chamou isso de egoísmo.
Mas hoje eu sei que é amor-próprio.


Quando me amei de verdade
deixei de temer meu tempo livre e desisti de fazer planos.
Hoje faço o que acho certo e no meu próprio ritmo."


(Charles Chaplin)

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Justiça

Ogum é meu padrinho,
Guerreiro no céu e guarda na Lua...
Na terra, meu peito é de aço
Não tem faca de ponta que fura!

Luta!


Meu maior inimigo sou eu mesmo
Eterna luta contra a ignorância da mente!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Jogos e Paixões

Amigos,

Recebi neste fim de semana uma porção de mensagens com o tema "Eu voltei, agora pra ficar".
Primeiramente fiquei muito feliz de saber como meus amigos me amam, afinal de contas, não é qualquer um que pode suportar ser amigo de um São Paulino chato como eu. (Realmente sou!)

Deixando o xiitismo de lado, e aproveitando a maturidade que os anos vêm nos dando, resolvi comentar a minha opinião sobre essa paixão corinthiana pela dor. Algo que se aproxima à Vinicius de Morais, e que apesar de ter orgulho do meu soberano time, adimiro este arqui rival.

Em uma das mensagens, meu grande amigo Albanese...
me ajudou a ornear meus pensamentos:

Albanese escreveu:
"O Corinthians não é exemplo de gestão, estrutura e organização. E a torcida sabe disso. Mas o Corinthians é mais que isso. Por isso, e sempre, é time grande, gigante. O time pode passar mais 23 anos sem título, que isso não vai mudar. E não muda por que o Corinthians não está nessa estrutura, não está só nos títulos. Está no coração de cada corintiano. E isso, é maior que qualquer coisa.

EU como bom corintiano, acordei sábado com aquela sensação diferente, uma energia no ar que o corintiano conhece bem. Desci, fui comprar o jornal na banca ao lado de casa e o assunto, obviamente, o jogo que estava por vir. Eu e o jornaleiro, gente fina, ficamos relembrando grandes momentos do nosso time. E o que estava por vir também era um grande momento. Claro, não deveria estar onde está, não deveria jamais ter caído, mas caiu, merecido, e tínhamos que voltar, rápido, para onde nunca deveríamos ter saído. E foi assim, com uma torcida apaixonada, gritando "Ohh o Coringão voltou" desde os 5min do segundo tempo, e sem parar, que a torcida embalou o time e o fez, do tamanho que merece. Aos 40min do segundo tempo, quebrando qualquer protocolo, colocaram, e bem alto, a canção do Rei Roberto "Eu voltei" para a torcida cantar junto. Nessa hora, a perna ficou mole e o coração apertado. Quanto ao Cornthians estar no coração de cada corintiano, a maior prova disso é o fato de o nosos jogador invadir a torcida e não a torcida invadir o campo. Isso foi muito Corinthians!

Não sei se essa pequena passagem que escrevi vocês vão achar bobeira, babaquice. Mas é um pouco do que é ser corintiano. E talvez, só outro corintiano realmente entenderás.

Quanto ao São Paulo, digo que ele "só depende dele" , pois os outros vão se matar até o fim do campeonato.

Abs,


raulzitos respondeu....

Meu Caro amigo Corinthiano,

Seria cliche da minha parte dizer
que fizeram mais que obrigação. Mesquinho seria dizer que foi mole demais
pra
ser Curinthia...
mas, quebrarei os protocolos de arqui-rival e direi
que me
emociono sim com essa passagem...

e como sempre vibrarei
gostoso a
cada vitória do meu ateu mas campeonissimo Tricolor em cima do seu
timão.

as coisas no futebol transcendem para o campo da vida.
paixões são alimentadas com dor e amor.
o amor pelo meu time nasceu nas
milhares de vitórias... nos jogos memoráveis de Rai e cia.... nos passos
largos
do Principe Kaká...
com os gols de sangue de Luis Fabuloso... as
arrancadas
de amoroso.... os petardos de adriano.... e, é claro, os
inquestionáveis e
inesqueciveis
gols do soberano Rogério
Ceni....

para ti... uma
carga que é carregada desde 1970, faz
do corinthians um time cheio de
folclores.... que faz a torcida ser
apaixonada nessa dor hibrida que existe no
coracao de cada torcidor
alvinegro. ter essa paixao no campo dos JOGOS,
onde o estado máximo do
personagem jogador é a vitória se mostra um tanto quanto
nobre..... ser feliz mesmo na derrota... essa é a saga dos
corinthianos...

talvez por esse motivo é que a nação
corinthiana
ainda não viu seu time figurar entre os maiores times do
mundo....

o singelo sentimento do "tudo bem, ainda sou
corinthians"
transforma o jogo em uma religião...
que ao meu ver, em
alguns fiéis, se
torna xiitismo...

adimiro sua paixão...
mas
ainda prefiro as
minhas vitórias...

será um prazer ver o
Brasileirão de 2009 em sua
companhia...

Abraços!!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Rosas


o som entra pelas minhas ventas... pelos poros...
e me sustenta.... em santa, tereza é nome de mãe...
e as fraldas são presente de burgues. a festa é a celebração da energia
viva que transcende e permeia sobre os seres alegres do Brasil.
Nação que vive com pouco, e aos poucos se sobressai
de guimarães em guimarães, as rosas serão mais amarelas...
mais cheias de luz... e já não choram mais.