domingo, 31 de agosto de 2008

Moleque do Brasil


Vou mostrando como sou e vou sendo como posso.
Jogando meu corpo no mundo, andando por todos os cantos.
E pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto.
E passo aos olhos nus ou vestidos de lunetas.
Passado, presente, participo sendo o mistério do planeta.
O tríplice mistério do "stop", que eu passo por e sendo ele no que fica em cada um.

No que sigo o meu caminho e no ar que fez e assistiu.
Abra um parênteses, não esqueça que independente disso eu não passo de um malandro.
De um moleque do Brasil, que peço e dou esmolas.
Mas ando e penso sempre com mais de um, por isso ninguém vê minha sacola.


sexta-feira, 22 de agosto de 2008

desafio


Arrasto e martelo


e vai descendo o meu navio...
ao som do rufar dos tambores...
ao olhar de novos amores...
um som que não para de zombar...

este é o maracatu,
guerreiro bravo e de força descomum
pra marcar a passagem de ogum,
o meu santo há de iluminar.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Todos os dias!

Não só fale de paz, PRATIQUE.
Não só fale de flor, PLANTE.
Não só fale de carinho, DÊ.
Não só fale de Deus, CREIA.
Não só fale de fé, SINTA.
Não só fale de alegria, ESPALHE.
Não só fale de vida, VIVA.
Não só fale de AMOR, AME.
Não só fale de você, SEJA.
Não só fale de música, CANTE.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Jorge Maravilha


E nada como um tempo após um contratempo
Pro meu coração
E não vale a pena ficar, apenas ficar
Chorando, resmungando, até quando, não, não, não



E como já dizia Jorge Maravilha
Prenhe de razão
Mais vale uma filha na mão
Do que dois pais voando

Você não gosta de mim,
mas sua filha gosta

Ela gosta do tango, do dengo, do mengo, domingo e de cócega
Ela pega e me pisca, belisca, petisca, me arrisca e me enrosca



Tá me vendo?




Bora cuidar da vida sô!

Bora encher a cabeça do que fazê!

Cabeça feita, papo que eu consumo...

se eu quiser beber eu bebo, se eu quiser fumar eu fumo...

se quiser escrever então...

eu apago...



terça-feira, 29 de julho de 2008

Tsunami

Canto. pra dizer que no meu coração
Ja se agita a força de um furacão
ele estava em silencio e um tanto
contido, mas agora está perdido
a procura de um perdão

Nele um móbile solto se prendeu
e agora paixões antigas ele renasceu
Querendo, reabrir as janelas da vida
Mas sem paciencia não vai mais prestar
essa felicidade aflita.

Quem já viveu como eu um amor tão bonito,
e agora sozinho, tem que mais beber.
Quando consegue como eu plantar um espinho
é que os velhos amores...
devem agora morrer.