quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

bele

nem tem
formuleta
nem linha
pro sucesso
só a certeza
beleza?
beleza, que não se
põe na mesa
mas se vibra
inteiramente
e acredita
não duvida
compra briga
e vai pra cima
sem medo de
viver a vida

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

FLAMENGO PENTA CAMPEÃO

A verdade sobre 1987
Sport Campeão

Em 1986, o campeonato BRASILEIRO foi decidido entre São Paulo e Guarani, com o SP sagrando-se campeão. Naquele tempo, o campeonato era disputado por muitos times e os clubes dos grandes centros, os maiores em termos de títulos e torcida, resolveram se unir e criar um campeonato exclusivo com eles, os doze maiores do Brasil: São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Santos, Grêmio, Internacional, Flamengo, Vasco da Gama, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro e Atlético Mineiro. O Bahia, que era dirigido por um homem com muita força no futebol, o Paulo Maracajá, e sempre atraía grandes públicos para a Fonte Nova, brigou muito, fez pressão e conseguiu sua inclusão, nascendo assim o famigerado Clube dos Treze.

Eles procuraram a Rede Globo, que gostou da idéia, e conseguiram com a Coca-cola o patrocínio do torneio, com a Coca colocando sua marca na camisa de todos os times, nos prismas principais dos estádios e nas transmissões da Rede Globo.A CBF foi contrária pelo fato de que, apesar dos clubes se acharem os maiores do Brasil, e alguns realmente eram, no campo e na bola jogada no ano anterior, muitos ficaram mal classificados: o Vasco, por exemplo, tinha caído para a 2ª divisão. Então, a CBF fez ver ao Clube dos 13 que qualquer clube que se achasse prejudicado entraria com ação judicial e ganharia. Sport, o Campeão. Protesto contra a Coca-cola

Então, o “Clube dos 13″ teve uma “brilhante” idéia: um campeonato com todos os 32 clubes da primeira divisão, divididos em dois módulos, com 16 clubes cada.O verde, com os clubes pertencentes a ele, os dois clubes não participantes do “Clube dos 13″ melhores classificados no ranking da CBF (Goiás e Curitiba) e o Santa Cruz, que entrou no bolo por causa da pressão política exercida por Marco Maciel e pela amizade pessoal que o seu presidente tinha com Marcio Braga, presidente do Flamengo e primeiro presidente do “Clube dos 13″; e o módulo amarelo, composto pelos demais clubes que tinham direito adquirido em campo de jogar a Primeira Divisão do futebol Brasileiro.Cada módulo teria sua disputa, jogando todos contra todos em turno e returno. No final, o 1º e o 2º colocados de cada módulo fariam um quadrangular e decidiriam o campeão e o vice do Campeonato Brasileiro. A segunda divisão também seguiu o mesmo critério, divididos em módulos azul e branco (as cores dadas aos módulos foram em homenagem a bandeira do Brasil).Sendo assim, deu-se início ao Campeonato Brasileiro de 1987.

Aí veio a grande SAFADEZA, típica atitude de abuso de poder das elites que acham que tudo podem em nosso País.Quando já estava perto da definição dos representantes de cada módulo, para a disputa final, o “Clube dos 13″ convocou uma reunião do Conselho Arbitral e propuseram uma mudança no regulamento: não haveria mais a realização do quadrangular final e o campeão e o vice do módulo verde seriam decretados, automaticamente, campeão e vice do brasileiro.
Em votação, eles obtiveram a maioria dos votos a favor da mudança, porque além de contar com a unanimidade dos votos dos membros do módulo verde, alguns capachos do módulo amarelo também votaram a favor, como o Náutico, que objetivou claramente prejudicar o inimigo local, o SPORT, melhor time do Módulo Amarelo.

Mas aí veio o grande erro do “Clube dos 13″, que não era comandado por pessoas tão inteligentes quanto os mesmos se achavam.O Regulamento do Conselho Arbitral previa que para se aprovar o regulamento de uma competição, logicamente antes do início dela, precisava-se da maioria dos votos a favor, PORÉM, DEPOIS DE INICIADA A COMPETIÇÃO, O REGULAMENTO SÓ PODERIA SER MUDADO POR UNANIMIDADE DOS VOTOS do Conselho Arbitral e não apenas pela maioria dos votos.Esta norma existia justamente para evitar que os times com maior poder pudessem se unir e usar deste poder em favor de si mesmos durante uma competição.Este erro foi decisivo para que o Flamengo e seu “inteligente” presidente perdessem, no futuro, todas as tentativas jurídicas de conseguir o título de campeão brasileiro de 1987. A CBF então fez o justo e o que estava conforme a Lei e não aceitou a falcatrua maquinada pelos mafiosos que na época estavam à frente do “Clube dos 13″, confirmando a realização do quadrangular final.

As primeira e segunda rodadas foram marcadas, mas Flamengo e Inter não apareceram e a CBF acabou marcando dois jogos entre SPORT e Guarani, sendo o primeiro em Campinas, com empate de 1X1, e o segundo na ILHA, 1X0 para o SPORT, com gol de Marco Antônio.O fato da Globo não ter transmitido os jogos deu-se em virtude do boicote que os clubes integrantes do Módulo Amarelo fizeram à Rede Globo e à Coca-cola, que juntamente com o “Clube dos 13″ se achavam donas do futebol brasileiro e só patrocinaram os clubes do Módulo Verde.

Homero Lacerda, presidente do SPORT Recife na época, proibiu a entrada de profissionais da Rede Globo na Ilha e fechou a transmissão do jogo pelo SBT, eterna emissora rival da Rede Globo. O mesmo fez o presidente do Guarani.O Flamengo tentou de todas as formas anular a decisão da CBF e perdeu em todas as instâncias judiciais, no âmbito desportivo e também da Justiça Comum, sendo inclusive ameaçado de punição pela FIFA, que também reconhece o título de 1987 como sendo do Sport.Por fim, SPORT e Guarani foram homologados campeão e vice-campeão brasileiros de 1987, tendo inclusive representado o Brasil na disputa da Taça Libertadores da América de 1988.

Como se pode ver, o SPORT derrotou a todos que se dignaram a enfrentá-lo nos gramados (como o vice-campeão brasileiro do ano anterior: O Guarani) e nos tribunais (os que não tiveram decência de enfrentá-lo nos gramados, como Flamengo e Internacional).Esta história marca a luta de um time nordestino que enfrentou sozinho o poder dos maiores times do Brasil, que unidos com a Rede Globo e a multinacional Coca-Cola, acharam que poderiam fazer prevalecer sua vontade sobre o que era justo e dentro da Lei.

Algumas mentiras que se repetem até hoje: ”SPORT e Guarani eram da segunda divisão.”
Mentira: Como poderia ser o Guarani da segunda divisão se era o vice campeão de 1986?

A segunda divisão foi disputada com os Módulos Azul e Branco.“A CBF mudou o regulamento.”
Mentira: Quem tentou mudar regulamento, após o início da competição, foi o Clube dos 13, mas não teve êxito, pois isto só seria LEGAL com a UNANIMIDADE dos votos dos membros do Conselho Arbitral, o que não ocorreu.

”O Flamengo recebeu a taça.”
Mentira: A taça foi entregue ao SPORT e está na Ilha do Retiro, na sala de troféus do SPORT, para quem quiser ver. Ok?

Conclusão: FLAMENGO – PENTA CAMPEÃO 2009!!!

* contido no anuário da CBF 2009

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

sem retrovisor!

mira
lisa minha vida
siga nem disfarca

sabe se que mira
vida que não
passa

no brasa tudo se
mata
se come
e se caça

quem que sabe o que tem?
mordaça!
risada que não passa!

raul belê

olhando, sentindo, orando

mamae
querida que olha
por mim
querida que olha
por nós
querida que sente
e ve.

mamae
querida olhamos
por ti
querida te queremos
aqui
querida por deus
e por nós.

a vida não acaba
aqui
e segue e mede
sem medo,
tem muito mais
coisa
afim.

vem sem medo
de ser
assim.
sorria feliz
mamae,
querida
olhamos por
ti.


raul belê

domingo, 29 de novembro de 2009

Mudanças

Cansei.
De tratar as coisas de maneira fulgaz, me revirar e remoer pelos dribles que tomo da vida.
A minha inconsistencia causa medo nas pessoas, e pra se protegerem elas me expõe, me desmoralizam, me confundem.

Cansei também de ser tão acessivel. De querer envolver tudo e todos. De contar segredos,
que nem eu sei direito. Cansei de dividir, e ser dividido.

Cansei também de ser namoradinho do Brasil.
E já não sei porque, e se terei como fugir disto.

algo me diz que preciso de um pouco de amor nos ouvidos.
verdade, decencia e cafuné.

Tapas na cara que servem de presta atenção.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

embolada

Vadio, na linha tenue que separa o meio fio, da meia volta fica o malandro de guerra.
o poder da reconstrução.é a arte que a vida tem em poder se recriar.recontar a historia e ser quem quiser ser.O sangue corre e esquenta a cabeca que a milpor hora está a celebrar.a proteção já não é tão clara, e a sensaçãode desafio é cada vez maior.o que por hora se faz irresponsável, é amanhãexemplo para seguir vencendo.e os sorrisos amarelos que me olham,e os olhos que eu finco dentro da alma dos que me enganam... e o suor da vitória dos que, comigo compartilham o bom momento vou pouco a pouco reparando meus alicersescriando vigas e sacrificando alguns corrimões. não estou sendo observado e posso finalmente relaxare se pra relaxar há de precisar tensões e concentraçõeschegou a hora de ratificar seu valor

domingo, 15 de novembro de 2009

A TIGRESA E A ÁGUIA

Por que me pedes, querida, para te esquecer, se ao pedires me mostras o quanto estou presente em ti?

Sussurras macio, como teu andar de tigresa no silêncio dos inúmeros segredos que te guardam, e dizes que o tempo dará respostas ao medo que sentes de voar, comigo, para além das fronteiras do medo, teu e meu.


E não percebes que teu próprio murmurar revela, também, a marca da eternidade parindo nosso instante e batizando, com as águas do infinito, qualquer lugar em que o ponhas.


As respostas de Cronos, querida, são só outras perguntas...


Queiramos ou não, tu e eu, estarei contigo sempre, indelével tinta de sangue desenhando na alma do ontem, do hoje e do amanhã a cor de minha carne, não importa se a aceites ou recuses.

Nosso encontro não pertence a nós e sim às incontáveis probabilidades com que o Criador vestiu o mundo, ordenando à luz fazer-se em brilho para romper trevas e mostrar, na escuridão, fontes que saciem nossas sedes de homem e de mulher, banhando de vida a aridez em que a procura, às vezes, mascara o rumo dos olhos no dinamismo de nossa mudança e crescimento.


Por isso, mais do que aceitar, sorvo com gula o inevitável, e não dispenso nenhuma gota da taça do momento.


Sei que não posso, não devo e não quero escrever tua história com outra caligrafia que não seja a tua, e aceito por enquanto tua fuga. Que fazer contra tua vontade e caprichos?


Mas, tigresa, lembra disso: estou vinculado a ti por uma ordem do divino, e meu olfato identifica teu aroma de deusa onde estiveres. Por isso, te perseguirei pelas galáxias, sempre desarmado, pronto a doar minha própria essência como tua presa e caça.


E se - tigresa, fada, feiticeira ou mulher feita de corpo e de sonho - um dia quiseres alçar vôo para os céus do amor, mesmo com medo, finca tuas garras felinas em meu dorso de águia e sobe, comigo, para ver, lá do alto, o sol nascendo de novo sobre as montanhas de Eros.

Hugo Leal